Mongólia – Parte II – Segundo dia do passeio pelo interior.

No dia anterior fizemos a viagem até Kharakhorum, que está a 360 km da capital Ulan Bator. Conto a aventura no post anterior. Clique aqui e veja.

Nesta cidade visitamos o museu Kharakhorum e o Monastério Erdene Zuu. O museu conta a história da civilização mongol. É bem estruturado e a visita é feita em inglês, com guia do museu. A cidade foi a capital do Império Mongol no Século XIII.

Já no monastério, Museu Edernezuu, não há guia próprio, mas há placas com explicações em inglês. É um lugar imponente e muito interessante. Abtai Sain Khan, príncipe dos Mongols Khalkh, ordenou a construção do mosteiro em 1585, após seu encontro com o terceiro Dalai Lama e a declaração do budismo tibetano como religião do Estado da Mongólia. Nas construções há mistura de elementos culturais e artísticos da Mongólia, da China e do Tibete.
Após visitar esses dois lugares saímos em direção ao Parque Khustai, com parada para almoço no mesmo vilarejo (sum) do dia anterior, Rashaant, só que em um restaurante diferente. Nesse dia, em razão de ser um tanto fresca, não tive condições psicológicas ou, melhor dizendo, coragem de comer. O cardápio era o mesmo do almoço do dia anterior, mas o restaurante era muito sujo – tanto o salão como a cozinha.  Por isso recomendo que levem, para essas aventuras, castanhas, biscoitos ou outros alimentos no carro para emergências.

Após o “almoço” seguimos viagem e, depois de atravessar Ulan Bator, fomos para o Parque Khustai. Ficamos hospedados no Khustai Tourist Camp. Deixamos a bagagem no gere seguimos para o parque, com o objetivo de ver os últimos cavalos selvagens do planeta. Os cavalos estavam em extinção quando, em 1992, os cientistas localizaram 16 deles e os trouxeram para as estepes da Mongólia.  O projeto de proteção ambiental teve sucesso, e hoje há mais de duzentos cavalos espalhados pelo parque. Tivemos sorte de ver vários bandos. São ariscos, possuem a crina mais curta e o pescoço mais grosso. Fora isso não consegui notar muita diferença com relação a um cavalo normal. No entanto, foi uma experiência fantástica poder ver os animais em seu habitat, e o parque é lindo.

Nesse tourist camp comemos bem. Além do ambiente acolhedor, o jantar estava saboroso, composto por três pratos – entrada, prato principal e sobremesa. Para acompanhar, a cerveja mongol Xap Xopym, além do chá quente que se faz presente em todas as refeições.

No outro dia, o café da manhã também estava muito bom.

Aqui falo sobre o terceiro dia.

Links úteis:
Cidade de Kharakhorum:
Monastério de Erdene Zuu:
Vilarejo Rashaant:
Khustai Park:

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AMOR GASTRONÔMICO: RANGO OU CHIQUE. Cozinhar para mim é sinônimo de prazer. Sempre que posso estou na cozinha. Por isso, decidi criar este blog, e a partir de agora terei a oportunidade de compartilhar com vocês minhas experiências – positivas ou não – na arte da gastronomia. E também disponibilizar relatos de viagens e receitas testadas e aprovadas. Sejam bem vindos, Ivone Santiago.

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